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O desenvolvimento social é influenciado, diretamente, pelo domínio e o uso da tecnologia que está disponível à sociedade e para melhor assimilar este paradigma, façamos uma rápida incursão ao passado.
Na era agrícola o porte físico prevalecia na escolha dos trabalhadores. Naquele tempo dominava a atividade agrícola
e a domesticação dos animais, atividades sazonais e que necessitavam de bom desempenho físico para a sua execução,
além de condicionar comunidades a viverem como nômades, sempre a procura de novos campos a serem explorados.
A tecnologia existente àquela época possibilitou ao homem transformar e colocar em uso, apenas uma pequena
quantidade da energia da natureza, através de engenhos rudimentares como moinhos de ventos e quedas d'água, ficando o restante do esforço necessário a execução das tarefas, a cargo do seu desempenho muscular.
A seqüência de invenções e descobertas conduzia a sociedade até a era industrial, caracterizada pelo desenvolvimento de
máquinas movidas a vapor, evoluindo para as máquinas de combustão interna e, após a descoberta da energia elétrica, para
grandes máquinas movidas a eletricidade; Naquele período a força física foi substituída pela força motriz e passou a predominar o QI - coeficiente intelectual como atributo de maior relevância na contratação de profissionais.
Continuávamos em rápido processo evolutivo, passávamos pela válvula, conhecíamos o transistor, desenvolvíamos a
microeletrônica e construíamos o computador; Acumulava-se cada vez mais conhecimentos na memória destes equipamentos
maravilhosos que, em grande velocidade, os colocava a disposição da sociedade; Evoluíamos para a era do conhecimento,
tempo em que o QE - coeficiente emocional saia da posição de coadjuvante e assumia o papel principal, tendo a condição
de prevalência na determinação do perfil do profissional a ser contratado.
Atualmente, O QE - coeficiente emocional já é tão importante quanto às habilidades específicas, na hora de selecionar
o candidato; Quanto mais elevado o nível hierárquico do cargo, maior importância se dá ao QE . Quando se assume um cargo
que exige gerência de pessoas, as habilidades comportamentais e o controle das emoções, são atributos de vital
importância principalmente pelo impacto que causa no desempenho dos subordinados.
Vejamos o que disse Albert Einstein: “Temos que tomar cuidado de não fazer do intelecto nosso deus. Ele tem, sem dúvida, músculos fortes, mas nenhuma personalidade. Não é capaz de liderar, só de servir”.
Nos atuais processos seletivos, fica clara a tendência de se considerar, além das habilidades específicas,
outros dois importantes atributos: o QI - coeficiente de inteligência, QE - coeficiente emocional; Para profissionais que
iriam ocupar cargo de gestão que envolvia relacionamento com subordinados, já encontramos situações em que se incluia a verificação do QS - inteligência espiritual; Quando falamos de inteligência espiritual estamos tratando do verdadeiro
sentido de viver, do despertar espiritual e não fazendo ligação com qualquer tipo de seita ou religião.
Cabe aos profissionais da área de recursos humanos definir o conjunto de habilidades para a composição adequada do perfil profissional; Habilidades cognitivas, como o raciocínio analítico; Técnicas, como conhecimento dos processos inerentes ao
seu cargo; Emocionais, como a capacidade para gerenciar conflitos e trabalhar em equipe; Espirituais onde se observa o desenvolvimento espiritual do candidato - sem uma razão de ser e viver perdemos os estímulos que nos levam a superar obstáculos e atingir os objetivos dentro da coerência e da ética social.
Daniel Goleman, phd autor do livro "Inteligência Emocional", realizando pesquisas com líderes empresariais, concluiu que
as habilidades emocionais (QE) têm, proporcionalmente, o dobro da importância das habilidades cognitivas e técnicas juntas.
Concluiu também, que as decisões tomadas pelos líderes vão além dos dados relevantes, se baseiam, também, na intuição. Nas conclusões de Goleman, os líderes bem sucedidos têm um alto coeficiente emocional e o lado positivo disso é que o
coeficiente emocional pode ser aperfeiçoado.
A chave para a liderança está no QE, não no QI. Liderança demanda por habilidades para inspirar, sensibilizar e persuadir,
enfatizar e articular sentimentos. São muitas as evidências que indicam que as pessoas emocionalmente competentes – que
conhecem e controlam os próprios sentimentos além de lidar bem com os sentimentos de outras pessoas – levam vantagem em
qualquer área da vida, assimilando as regras tácitas que governam o sucesso na política organizacional.
As pessoas com a prática emocional bem desenvolvida têm maiores probabilidades de se sentirem satisfeitas e serem
eficientes, dominando os hábitos mentais que fomentam sua produtividade. As que não conseguem exercer controle sobre a
vida emocional travam batalhas internas que sabotam sua capacidade de concentração e pensamento lúcido.
Sim, a inteligência emocional está em alta e nós? O que estamos fazendo para desenvolver a nossa inteligência emocional? Como está nossa convivência com o próximo e com as nossas diferenças? Como nos comportamos nos momentos de conflito e tensão?
IRAN RIBEIRO - CONSULTOR
Cursou Economia na Unifor - Universidade de Fortaleza;
Participou do Projeto Oneida no Centro de Excelência em Gestão Amana Key;
Diretor da Empresa Centro da Terra Consultoria Ltda®. - www.cdaterra.com.br
Diretor responsável pelo portal do Banco de Empregos® - www.empregando.com
Especialista em Tecnologia da Informação e Gestão Organizacional.
Clique aqui para ler o artigo: SOCIEDADE DO CONHECIMENTO, de 16/01/2008.
Clique aqui para ler o artigo: ADMINISTRAÇÃO EM AMBIENTE GLOBALIZADO, de 04/01/2008.
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